Sentado sob um viaduto,
sem eira nem beira,
o homem estava.
Acompanhado de uma garrafa de pinga,
olhando para o nada,
em seu autismo,
bocejava.
Pessoas passavam indiferentes,
ignorando aquele ser,
de forma ávida em suas cegueiras.
Cansado da indiferença,
o camumbembe levava à boca,
em um gesto sedento, sua companheira.
Texto: Scherer Sávio
em 28/08/13
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