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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Romance de Lua e Vênus

Lua e Vênus, há tempos, vinham em um flerte incessante.

Dia 08 de setembro de 2013, era chegada a oportunidade.

A lua, assanhada, brilha intensamente. Embora crescente, se prepara para sua nova fase. Sabia que em breve estaria ainda mais interessante, rechonchuda e bela, muito diferente dos padrões dos terráqueos. Fase que se torna ainda mais admirada. Fase que toca as emoções de qualquer ser.

Vênus, safadinho, deixou de ser a estrela Dalva naquela noite, mas também caprichava em seu brilho, e com o ímpeto garanhão resolve aproximar-se lentamente de sua amada. Chega bem pertinho, aproveitando-se da fase que ela está menor. Esperto, sabia que o momento era oportuno, pois o contraste não seria tão grande. Estava certo que não poderia esperar mais, pois quando ela estivesse cheia, seria ofuscado pelo seu brilho excessivo.

A lua, permissiva, adorando a aproximação, percebe que a noite promete. Intenso prazer era o que pensava. Sonhava em ser possuída.

Ambos sabiam do raríssimo encontro e poderiam levar muitos anos para uma nova aproximação. 

Era hora de aproveitar. 

Subitamente, a lua, não resistindo tamanha beleza de Vênus, recolhe-o para trás de si e aproveita o momento loucamente, ocultando-o de qualquer observação. Fazendo aquele pequenino transbordar de prazer.

Exibicionistas, trataram de soprar todas as nuvens e sinais de chuva que pudessem atrapalhar a visibilidade de quem estivesse assistindo o espetáculo.

As constelações e o universo inteiro aplaudiam aquele momento de rara beleza e contribuíam para deixar o cenário ainda mais deslumbrante.

Os amantes estavam adorando protagonizar aquela linda história de amor. Muitas câmeras e flashes direcionados para a cena, a fim de registrar raríssimo encontro. 

Depois de um certo tempo, cansados, mas com sabor de quero mais, foram afastando-se lentamente, da mesma forma que permitiram a aproximação.

Vênus precisava partir. Com beijos de despedida e toques suaves, foram aos poucos se desprendendo para que cada um continuasse sua jornada pelo espaço.

Enquanto se afastavam ambos pensavam na rapidez do encontro e não acreditavam na forma alucinante que se envolveram, muito esperançosos por um reencontro.

O que importava para ambos não era a quantidade, mas a qualidade que se envolviam.

Texto: Scherer Sávio
Em 11/09/2013




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