A praça, da água que passava e hoje não passa.
A água fica no lago, que a mulher arrisca o mergulho, e a garça pesca ao amanhecer.
Do monumento, que em outros tempos, quando observava de longe, imaginava ser a escultura de um monstro desconhecido.
Das duas torres em formato de tobogã, que na loucura poderia brincar de escorregar, mas na sanidade, nem pensar, poderia se esborrachar.
Do prédio redondo, que desorienta. Uma bússola seria bem vinda.
Da ponte de pedra sustentada por três pilares em arco, construída por humanos comercializados feito mercadorias. Testemunha de um passado sofrido, e hoje quase sem sentido, permanece ali exuberante.
Arroio do curso alterado que dá espaço para as edificações e vias.
Um lindo cenário, transformado e criado pelo homem.
A garça é fotografada enquanto o cão conduz o dono.
No gramado, pegando sol, roupas encardidas mas lavadas.
Sob o viaduto há fumaça, e o grupo bem próximo se aquece.
Na parede o texto gravado:
"Marcha de sangue é a marcha da morte".
E no prédio o que se vê?
"Ou caminha com Deus ou dança com o diabo".
Manifestações distintas que expressam um momento, um pensamento, um sentimento.
A praça, que mistura passado e presente.
Para muitos um show.
Para poucos um chão.
Que presente!
Texto: Scherer Sávio
09/10/13
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